quinta-feira, 30 de julho de 2009

Cor

Tal como o azul e a cor do céu,
Tal como o verde e a cor da relva,
Tal como o amarelo e a cor do sol
Tu és a minha cor!
Nas minhas veias correm tinta…
Vermelha, do nosso amor e paixão.
Pincelas a minha vida de alegria e magia.
Fazes-me viver numa banda desenhada,
Onde todos os nosso sonhos se realizam.
Por favor não arranques tudo isso a diluente
Não me abandones perdido e incolor,
Num mundo sem sentido nem cor!

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Acordar para a vida

Estou cansado….
O sono aperta
Sinto o pesar das pestanas
Que tendem a fechar-se.
Cai na boa do lobo,
Mas continuo a arranjar mais lenha para me queimar.
Remo contra a maré do meu bom senso…
Pois sinto que me falta algo
Que existe um enorme vazio em mim
Que me vai “roendo por dentro”
Que e asfixia aos poucos…
Já não aguento mais!
Nunca soube ao certo o que fazer
(e continuo sem saber)
Deixei a minha vida correr ao sabor do vento
Esperei que o tempo tomasse as minhas decisões
Mas não posso simplesmente esperar que a felicidade me bata a porta.
E mesmo que isso aconteça…fecha-la a sete chaves!
A que aproveitar a vida
Pois ela são dois dias.
E não tenciono ficar de braços cruzados
A vê-los passar!
A capacidade de pouco vale sem oportunidade!!!!
Por isso vou em frente,
Vou lutar,
Vou-me atirar de cabeça no abismo.
Vou criar as minhas oportunidades
E aproveitar todas as conseguir.
Pois mais vale tentar e falhar
Do viver toda a vida frustrado
Pensando no que podia ter feito!
Vou enfrentar todas as dificuldades e obstáculos…
Vou seguir de olhos fechados e ouvidos tapados
De uma sociedade que abafa o meu grito!
Vou tentar, tentar, tentar…
E mesmo que caia…
Me erguerei do novo e voltarei a tentar!
(A sei tempo descansarei)

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Imperio de amor

Acordei…por entre a erva alta que cobria todo o meu corpo. Levantei-me, olhei em redor…vi o chão repleto de cadáveres…de corpos brutalmente mutilados. Estava no meio do cenário de uma guerra sanguinária! Sangue…sangue que escorria das minhas inúmeras feridas. Sangue…sangue marcado na espada espetada no chão a poucos metros de mim. Esse objecto que me parecia familiar…com um coração marcado na sua lamina. Dentro desse coração um nome, que fazia palpitar o meu! Queria muito saber quem ela era…mas tinha perdido a minha memória! Estava perdido, confuso, ferido…mas só queria agarrar aquela espada e seguir em frente...partir em busca daquela cuja minha espada era dedicada!
Andei horas, dias, semanas…não sei ao certo, mas tinha uma motivação vinda do coração que não me deixava parar!
Por fim encontrei um acampamento de tropas…cantavam, bebiam, comiam…pareciam estar a festejar uma vitória. Eu morrendo a fome e a sede, esperei silencia e cautelosamente pela noite…deixei que eles se embriagassem que adormecessem…E quando achei seguro, invadi o acampamento cego pela raiva e trespassei com a minha espada, todos aqueles que cruzaram o meu caminho…pelo coração da espada, escorriam incessantemente, sangue e suor! Matei a fome e a sede…apenas um coisa ficou viva. Um soldado que me parecera chorar a morte de nobres guerreiros e sabera por quem eu lutava…e me levaria ate ela! Cumpriu a sua promessa…caminhamos, caminhamos, caminhamos…ate chegar a um reino que fizera despertar em mim sensações que desconhecera…era lindo…magnífico… e no meio uma alta montanha com um poderoso castelo!
Toda a população pareça espantada ao ver-me como se me conhecessem e me julgassem morto! Fui levado ate a rainha…e foi ai, olhando nos olhos da linda…da celestial…dessa dadiva dos deuses…que comecei a recuperar a memória.
Que percebi por quem o meu coração batia … por quem tinha travado longas e duras batalhas, tentando conquistar um império! Tudo para a minha rainha, para a dona do meu coração.Um pombo chegou com uma mensagem do batedor...e recebi os parabéns, pois naquela noite, tinha morto um exército de vários milhares de soldados, com quem uma sanguinária guerra já durava a anos!
E foi graças ao amor…o maior império de sempre…conquistado graças a motivação do amor…e assim reinei junto com a minha rainha e espero continuara e reinar por muitos anos, o nosso império de amor!

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Escrevo...

Escrevo…
Porque quero escrever.
Escrevo…
Porque devo escrever.
Escrevo…
Porque tenho que escrever!
Escrevo…
Porque gosto de escrever.
Escrevo…
Doa a quem doer,
Doa o que doer.
Escrevo…
De madrugada, a tardinha ou ao anoitecer.
Escrevo…
Por ter algo a dizer.
Escrevo…
Para libertar o meu ser.
Escrevo…
Para esquecer.
Escrevo…
Para me defender…
Escrevo…
Para atacar e vencer!
Escrevo…
Para viver,
Para sobreviver,
Escrevo…
Para renascer
Escrevo…
E escreverei ate morrer!
Escrevo…
Escrevo, escrevo, escrevo…!!!!
Mas será que sou escritor!?
Ou um mero depositador de palavras…

domingo, 12 de julho de 2009

Historias do vento II

De novo o vento bateu a minha janela,
Trazendo uma historia
De bem longe
Lá do outro lado de um vasto e profundo mar…
Uma historia de amor,
Algo esplendoroso e peculiar
Semelhante a sentimentos que partilhei…
Tudo começou por uma palavra no ecrã,
Que se multiplicou,
Que crio o traço de uma personalidade,
De alguém para lá do ecrã…
E quando menos se esperava
Aguardavam ansiosamente a próxima conversa.
Já n conseguiam viver sem essas palavras,
Já imaginavam se ouvir,
Já sonhavam em se encontrar,
Eram dois seres que se conheciam e se envolviam cada vez mais
Através de um ecrã
Que servia de portal para o seu amor!
Mas o ecrã tornava-se demasiado distante…
Sonhavam em encontra-se
Já não pensavam noutra coisa.
O amor, paixão e carinho que os envolvia
Invadia por completo os seus corações e as suas mentes!
Estavam em sintonia e perdidamente apaixonados.
Mas o seu amor
Iria passar por uma longa e difícil jornada,
Pois teriam de enfrentar
As duras e frias injustiças de um mundo real,
A parte do mundo de fantasia que se criava a volta do seu amor.
Mas movidos pela força de tal sentimento,
Partiram em busca da sua felicidade
Quebraram a barreira da distância
E encontraram-se.
Os seus corpos finalmente juntaram-se
Viveram clamorosamente o seu amor,
Realizaram alguns dos seus sonhos…
Fortalecendo ainda mais os seus sentimentos.
Mas num mundo cruel,
Os melhores momentos duram pouco tempo…
E um novo obstáculo se opôs a sua felicidade.
A diferença de idades,
Agravada pelo facto de um deles ser menor
Acarretou a oposição dos pais.
E aquele forte sentimento que crescia a medida
Que lutava pela sua prosperidade
Acabou sucumbindo a um foço de dificuldades…
Onde ecoavam os seus grito de luta!
Mas unidos e persistentes…
Treparam para fora do foço
Por uma corda de esperança…
Reencontraram-se
E vivem mais felizes que nunca
Quebranto todas as barreiras
Graças ao seu verdadeiro e recíproco amor.
Mas será que puderam caminhar por um chão de cristal para sempre!?
Só os seus corações o saberão ….

Dedicado a Cris e Adriana…boa sorte! ;P

Ola...

Olá, minha florzinha…
Gostava de te conhecer
Não sejas mazinha
Dá-me lá esse prazer.
Pode ser que gostes,
Espero e que não te opostos!
Ao que tenho para dizer
Vou-te revelar toda a essência do meu ser.
Não vou dizer apenas o que queres ouvir,
O que sei que vai fazer sorrir.
Pois não sou de fachada
Sou de palavra dada
Aplicada num conceito
O que digo e dito e feito!
Vou retirar do poço
Os sentimentos deste moço
Que gosta e viver
Apesar de sofrer
Mas não a nada a fazer
A vida não e um mar de rosas.
Disso podes querer…
E não e só nas prosas!
A que ultrapassar isso e curtir a valer.
Eu sou o Jorge Rafael
Faço rimas no papel
Abro o coração para ti
Revelo momentos que vivi.
Dou azo a imaginação
Para concluir a criação
Do que me vai na alma
E isso que acalma.
E não e uma questão de idade
Acredita, que verdade.
Mas sim de querer
De olhar alem do real
De ver e perceber.
Que não a limites
Basta que acredites!
No fundo, sou como sou
Há coisas que não posso mudar
Outra que tento melhorar
Com o tempo que passou
Com a escola da vida
Que e dura mas divertida.
Bem…já estou a divagar
Acho que esta na altura
De tu começares a apresentar…!?
;P

terça-feira, 7 de julho de 2009

Mais cabeça que coraçao

O que o meu coração sente
Não e o que sai da boca
Porque fujo de ti…!?
Se o que mais quero e estar contigo.
Serei sempre a lua
Que mais ou menos visível,
Esteve sempre do teu lado.
Mesmo escura e escondida
Sempre te iluminou quando precisas-te…
E tu o sol,
Que mostra todo o sei brilho e esplendor
E de seguida se apaga totalmente
Deixando-me confuso e perdido.
Congelas a chama
Derretes o gelo
Fazes do meu coração um produto de inconstantes sentimentos!
És a minha anjinha
Que veio do ceu e roubou o meu coração
És o demónio
Que me controla e me condena.
Posso ser tudo, sem nada ser…
Faço dos teus desejos, o meu querer
Mas não que contigo prender
Não seguro esse turbilhão
Esse tornado de emoções em que te reflectes
És a minha fonte de luz
És o ar que respiro
És a agua que procuro
Num seco e árido deserto
Ou serás uma miragem!?
Um oásis criado pela minha imaginação!!?

Por entre este reboliço,
Algo se sobrepõe no meu coração:
És a minha vida,
Amo-te muito!!! <3

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Melancolia

Uma sensação estranha invade o meu ser…
Denegrindo a minha alma
Obscurecendo a minha consciência
Instalando a escuridão.
Sinto que todo o mundo esta contra mim
Criando um poço sem fundo
Onde ecoam os meu gritos de socorro.
Já não sou nada nem ninguém…
Sou um mero corpo corrompido
Sinto-me totalmente perdido!
Espera ai, Jorge!?
Como posso estar triste,
Se tenho tantas amizades maravilhosas.
Como posso não ser ninguém,
Se algures esta alguém a pensar em mim.
Como posso estar perdido,
Se tenho tantas estrelas que me guiam.
Como posso parar de escrever,
Se alguém neste momento esta a ler o que escrevo.
Obrigados a todos aqueles já me deram uma alegria
Que um dia me fizeram sorrir…
;P

O vaso e a flor (a colheita)

Talvez a flor precisa-se de mais água
Talvez o talvez o vaso se sentisse abafado
Talvez as raízes precisassem de mais espaço…
Não sei ao certo!
Apenas sei que a flor começou a murchar
Perdera aos poucos todo o seu esplendor!
O que fazer!!?
Mudar a terra ou ate mesmo o vaso!??
Acabar com aquela maravilhosa sintonia
Que de tanta magia foi criadora!!?
Assim foi…
Fria e arduamente,
O jardineiro tentou arrancar a flor
Mas as raízes estavam demasiado profundas…
Foi quebrando-a pelo que o caule
Que os conseguiu separar,
Plantando-a noutro lugar.
Mas rapidamente começou secando…
Já muito fraca e quase totalmente seca,
Gastou as suas últimas forças para se estender
Ate ao seu antigo vaso…
Bastou a ponta de uma raiz
Para dar uma nova vida a flor
Para que esta recupera-se de novo todo seu esplendor
A distância só provou que não conseguem sobreviver um sem o outro
Aprofundou as suas raízes de novo na fofa terra
Abrindo buracos para que o vaso não se abafe
E muito agua e adubo vão de agora em diante
Assegurar-se que aquela harmonia da natureza
Esse mais belo e puro sentimento
Permaneça eterno…

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Nublina

















Sol no horizonte…
Sigo de cabeça erguida
A procura de uma esperança na vida
Mas começar por onde!!?

Percorro longos e enigmáticos montes e vales
Que preenchem todo o alcance do meu olhar
Sigo sem destino,
Por entre o nevoeiro que me começa a cegar.

Acumula-se a minha volta como incertezas
Como questões sem resposta
Como aguas acesas!

Procuro soluções nos mais secretos recantos de meu ser
O que sou, o que fui o que serei!?
Tantas perguntas…que as respostas não sei!!!
Por mais que pense não sei o que fazer…

Quero uma luz que me ilumine
Por entre a escuridão.
Quero um trilho que possa seguir
Sem me perder.
Quero uma estrela que me guie
Na solidão…

Escrevo cartas sem destino nem remetente
Em busca de um sinal
De palavras que se transformem num corpo presente
Numa rajada de vento celestial,
Que sopre a neblina.

Não sei quem és….
Mas vou encontra-te!!!!