terça-feira, 10 de novembro de 2009

Encantamento

Por entre sono desconfortante da manha e o barulho do autocarro que mais me embalava. O “aleluia” suou e ela entrou…linda e resplandeceste, me despertou por entre a minha preguiça mental. Queria falar mas cada músculo do meu corpo estava preso por uma força superior a mim. Mas não ficaria por aqui esse encantamento… o tempo foi passando eu fui despertando e por entre meias palavras que nos aproximavam ao ritmo das trocas de olhares…. Já não sabia onde estava nem para onde ia, mas não queria saber! Estava totalmente enfeitiçado por aquela que roubara o meu coração. E não consegui desviar o meu olhar…por entre o brilho e os estrondos do fogo de artificio uma barreira foi quebrada, para o inicio de momento que para sempre ficarão recordados…
Aí quantas mensagens trocamos, quantos sorrisos dê-mos, quando o meu coração acelerou por ti…Mas de novo o “aleluia” suou e o feitiço quebrou….
Mas o encantamento nao terminou, pois o “aleluia” jamais acabou!!!

Marcas no coraçao

Marcas no coração…São o que me restam ao longo da vida! Existem pessoas que entram na nossa vida de tal forma, que mesmo por pouco tempo… cavam tão fundo no nosso coração que nunca mais sairão aconteça o que acontecer. Pequenas estrelas invisíveis que aguardam o momento certo para reproduzir a sua luz…
Por isso sorrio todos os dias com a certeza que terei uma boa cama para me acolher, quando a vida me pregar uma rasteira…
E farei o mesmo por essas pessoas, pois…um bom amigo e difícil de encontrar e ainda mais difícil de esquecer!
Hum, hum, hum…o mundo seria maravilhoso se o meu coração mandasse.
Mas nem tudo e uma mar de rosas…
A vida e como uma estrada, enquanto a percorremos surgem novos cruzamentos. Cada caminho levara a outro e outro…mas e preciso ter cuidado para não seguir na direcção errada, pois teremos de dar muitas voltas para voltar atrás, isto se não nos perdermos de vez num beco sem saída, as “marcas no coração” são as coordenadas dessa estrada. Que de nada não servirão de nada se guiar inconscientemente.
Sempre segui ao sabor do vento, a procura de um “destino” que nunca chegou, agora agarrei esse mapa e guiei com confiança, mas sinceramente já não sei qual e o final desde caminho de terra batida…
( Especiais agradecimentos para quem sempre esteve do meu lado s2 )

Oh tempo

Oh tempo volta atrás…
E devolve-me a minha infância.
Oh infância volta para mim
E tira-me as responsabilidades!
Quero sorrir de novo como uma criança
Que se diverte livremente…

Oh tempo volta atrás…
E devolve-me as oportunidades.
Oh oportunidades voltem para mim
Pois não errarei duas vezes…
Quero aproveitar cada porta que se abriu e eu fechei a sete chaves!

Oh tempo volta atrás…
E devolve-me a ignorância…
O ignorância volta para mim,
Pois quero sorrir de novo sem conhecer a tristeza!

Trovoada

“Quero iluminar todo o mundo,
Como um poderoso raio.
Quero manifestar a minha fúria a partir dos céus!
Ou mesmo uma gota de agua,
Que viaja sem parar…
Cai percorrendo todo o mundo,
Juntando-se a outras…e por fim evapora,
Para que volte ao céu e comece uma nova aventura! “
Pensava eu na escuridão forçada da trovoada que me levou a luz eléctrica. Permitindo-me parar para olhar para lá da minha janela e apreciar a natureza. Fazendo-me pensar, sem distracções, num mundo mais real…reflectir sobre a vida! Enquanto os meus olhos se preenchem pela luz dos raios que se desfazem violentamente em terra, Estremeçendo os meus ouvidos com os seus estrondos imponentes, entre o cantar da chuva…
A falta de luz, tirara-me tudo aquilo de que a minha vida dependia, ou será que foi tudo aquilo que me afastava da realidade. Pois os segundos de aflição foram completamentos curados com um simples lápis e papel, que me fazem encher o coração de paz e harmonia.
Através da minha janela vejo um cenário de temporal que cria desastres por todo o mundo…que mata e fere. Mas no meu mundo de fantasia, a rapidez dos raios fascina-me a chuva acalma-me! Sinto a tempestade a chamar por mim…quero passar para lá da janela e saborear a chuva, agarrar um raio. O que se passa!!?
Como posso estar a pensar num fenómeno de duas formas tão distintas…como posso estar alegre com algo que causa tanto sofrimento. Já não tenho a noção da realidade, a minha alma liberta-se em contornos que já nem eu próprio conheço. E e acalmada pelo sofrimento de outros…talvez seja a lei da vida, a dura e cruel realidade de onde tenho estado distante. Por isso dou graças a falta de luz, porque apesar de estar sorridente enquanto a minha casa fica alagada…percebi que existe um mundo para alem do meu…e tudo e relativo!

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Iemanjá

Estava um belo dia…final da tarde com o sol ainda brilhando enquanto a lua matreira espreitava. Os motores do avião aqueciam...o meu coração batia cada vez mais forte ao pensar que dentro de pouco tempo estaria com ela. Já imaginara o nosso encontro de mil formas…e continuava a criar outras na minha mente. Parti, eu, e o piloto daquele pequeno avião particular, a caminho daquela que me esperava após a surpreender com uma chamada minha a avisar da minha ida. Tudo calmo, continuara a pensar nela, mas aproveitava também para apreciar a bela paisagem a vários pés de altitude. Fazia-me ter inveja das aves que livremente voam, tendo aquela paisagem a um bater de asas.
Mas subitamente…surge algo do nada, uma tempestade, um problema técnico, nem percebi bem… apenas senti um peso no estômago quando o avião começou a perder altitude rapidamente, acabando por se afundar nas bravas aguas do mar.
Perdi os sentidos…acordei deitado sobre a areia de uma pequena praia. Olhei em redor, vendo apenas agua a minha volta, e um denso arvore no centro do pequeno pedaço de terra onde me encontrava. Estava cansado e esfomeado…felizmente consegui ser mais rápido que os caranguejos que me souberam melhor que nunca, antes do que seria um longa noite...
Levantei-me de manha um pouco recuperado, mesmo assim a fome apertava. Não vi outra solução além de penetrar o denso e vasto matagal que quebrava o cenário marítimo. A muito custo, fui cuidadosamente desviando-me de todos os ramos, ervas e animas inesperados que se foram cruzando no meio caminho (só me apetecia voltar para trás…mas era tarde demais), seguia em busca de alimento, mas não encontrava nada.
Apenas mais obstáculos para passar, mais ramos para me ferir, mais plantas para me picar, mais animais para me assustar! Por fim cheguei ao limite das minhas capacidades… estava esgotado! Não tinha encontrado alimento e não fazia ideia como sair de dentro daquela floresta! Despejei a minha raiva em forma de pontapé na pedra mais próxima, que estranhamente se desfez sem me desferir qualquer dor…foi então que reparei que era branca por dentro. Não era uma pedra mas sim um coco, caído do recheado coqueiro onde estava encostado a descansar. Senti a minha sorte a mudar e fui buscar forças ao fundo do meu ser, para conseguir trepar o coqueiro e saciar-me.
Seguiu-se uma merecida noite de sono…
Chegou-se mais uma manha, mas sentia que desta vez seria diferente, tinha recuperado as minhas forças e a sorte parecera do meu lado. Mais calmo e confiante, tive a ideia de trepar a uma árvore bem alta que tapava qualquer raio de sol que insistia sem sucesso na sua chegada ao chão macio que me embalou. Do topo da árvore consegui avistar…terra!!!! “TERRA A VISTA!!!!” gritara eu fazendo milhares de aves levantarem voo da copa das inúmeras arvores que me rodeavam. Por entre o arvoral se notava as magnificas margens de um continente a alguns quilómetros de água.
Desci…comi mais alguns cocos e ganhei coragem para enfrentar as perigosas aguas que me afastavam da minha oportunidade de encontrar o meu amor. Não fazia ideia da distância, do tempo que demoraria… mas sinceramente não queria pensar nisso! Não tinha nada a perder…se morresse pelo menos seria com um rosto de realização pois tinha dado o melhor de mim e feito tudo o que estava o meu alcance!
Por fim entrei, no que poderia ser o fim, sem olhar para trás… sem medo, nem receio. As horas foram passando o meu folgo desgastando-se, mas a corrente ajudava-me imenso a esperança de reencontrar o meu amor, fazia o meu corpo renascer das cinzas e encontrar sempre forças para um nova braçada.
O sol começara cair quando me aproximava o suficiente para conseguir avistar o que se passada na margem. Via um enorme paredão com bastante agitação. Vultos “para trás e para a frente” presos nas suas rotinas, mas o que me chamou a atenção foi uma mulher que me parecera desligada de tudo! Já a olhava a horas e esteve sempre parada, o mais próximo possível da beira do paredão e olhando para o mar. Fui-me aproximando cada vez mais da margem tendo o cuidado para que ela não me visse. E com a proximidade reparei que chorava…estava profundamente triste ditando algumas palavras que não conseguia entender. Cheguei a terra e caminhei silenciosamente pelas rochas da berma para que consegui-se ouvir a conversa.
Ela estava a suplicar ao mar:
Oh Iemanjá,
Majestade dos deuses, senhora dos oceanos,
Odo iyá!
Lhe peço…
Traga meu amor que esta distante
O proteja em sua viagem…
Envolva-o em seu manto azul
E não deixa que nada lhe aconteça!
Óh minha mãe Lemanjá,
Atenda a meu pedido!
Estou morrendo de angustia,
Sem ter noticias de meu amado.
Preciso de um consolo para meu coração aflito.
Fazei senhora e rainha das aguas,
Que a espuma das bravas ondas do oceano,
Me traga, são e salvo, meu amor de volta!!!

A doçura da voz trouxe-me recordações, que fizeram despertar pensamentos que tentava esconder de mim próprio dada a sua improbabilidade. Mas era certo que coincidências eram inúmeras. Alias, não havia duvida, a mulher que despertara tão vistosamente a minha atenção era a mesma que a muito me roubara o coração! E chorara naquela altura por mim! Não podia mais olhar para aquela angústia. Procurei um local entre pelas rochas, por onde subi uns metros a frente. Segui lentamente em sua direcção. E suavemente coloquei as minha mãos tapando os seus lindos olhos…ela assustou-se um pouco! Devia pensar que era um ladrão, pois começou a lamentar-se, chorando profundamente:
Pode levar tudo,
A minha vida já não faz sentido…
Ate ela pode levar!
Apenas queria saber quem e!!?

E foi então que lhe disse…
Sou uma dádiva de Iemanjá, meu amor!
Lutei com todas as minhas forças sempre na esperança de reencontrar você.
E parece que a deusa das águas esteve do meu lado.
E a trouxe você para junte de mim, onde a quero para sempre…

O intenso beijo que se seguiu, marcou o início de uma longa história de amor.
Enquanto algures Iemanjá sorria sentindo a magia do amor pairando no ar.
Continua numa vida perto de si….

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Entre paredes

Por entre estreitas paredes
Nos cruzamos…
A velocidade da pressa
Sem tempo para trocar palavras,
Apenas olhares!

Por entre largas paredes
Te vejo passar…
Contemplando a tua beleza
Sem que dês por mim.

Sem forma de te contactar
Mergulho num mar…
De indignações indignantes
De indignação indigna!

Penso em mil formas de ter junto a mim
Mas não sei a qual vais dizer…sim!

sábado, 12 de setembro de 2009

Sera que vale a pena amar !!?

Amor…
Já não sei o que é amor!
Alguns afirmam ser um sentimento puro e verdadeiro.
Outrora partilhei a mesma opinião.
Mas circunstâncias da vida fazem-me neste momento pensar
Que é um sentimento incerto,
Um caminho de cristal que acaba sempre por se partir em sofrimento!

Já sofri muito por amor…
Espero nunca ter feito sofrer.
O tempo pode apagar memorias,
Mas nunca as marcas no coração…que o vão despedaçando,
Tal como as ondas no mar vão desgastando a rocha…
Água mole em pedra dura, tanto bate ate que fura!

Furou!!!
O meu coração despedaçou-se a minha alma esta descrente…
Já não passo de um fantasma num mundo incompreendido,
De um vulto sem coração nem alma.

Dou por mim a pensar…
Será que vale a pena amar !!?

domingo, 30 de agosto de 2009

Paraíso

Procuro o caminho para o paraíso…
Sigo por vários trilhos,
De varias formas.
Percorro entroncamentos e encruzilhadas…
Dou voltas e voltas sem sentido…
Perco-me…e volto sempre ao mesmo lugar!

Foi assim que percebi,
Que a muito tinha chegado ao meu destino.
Não precisara de dar um único passo para chegar ao paraíso!
Pois esta no que me rodeia…
Na minha família,
Nos meus amigos,
Em todos aqueles que enchem a minha vida de alegria…
Em todos os pequenos momentos em que sorrio!

Ele esta na simples mina de um lápis
Que se desfaz na leveza da minha alma.

Sorrio

Estou feliz…
Tudo me corre mal,
Vou perdendo as coisas mais importantes da minha vida…
Mas estou feliz!
Não percebo porque,
Mas o meu coração invade-se de cor e alegria,
Por pior que seja o meu dia!
Talvez seja porque outras coisas se elevam,
Talvez seja porque desatas o nó de angustia que aperta o meu coração,
Talvez seja porque tenho alguém que me faz ter sempre um motivo para sorrir!
Diria mesmo que pode ser a junção de todas elas!
E que um sorriso pode afastar muita tristeza…
Por isso, por pior que seja o meu dia…
Sorrio…pois a sempre uma razão para estar feliz! :D

Paixão

Paixão…
O que e a paixão!!?
Paixão e o que sinto…

Quando nos abraçamos,
Quando os nossos corpos se unem…
Se tocam!
E quando as minha mãos se perdem,
Nas curvas do teu corpo…
Deslizando pela tua suave pele.

E quando nos beijamos intensamente…
E quando nos entregamos um ao outro,
E quando sinto o teu calor…a nossa magia!

Quando te olho…olhos nos olhos
E te segredo ao ouvido…
Em tom rebelde e carinhoso…
Amo-te minha paixão!!!

Até amanha

Dizes-me “até amanha”
Apesar de ser longe demais.
Respondo “até amanha”
Sabendo que não voltas mais.

Largo um sorriso sarcástico,
Chorando por dentro
O fim do nosso amor fantástico
Sem uma razão com fundamento.

Porque tem se ser assim
Se o meu amor não tem fim
Vou acordar de manha
E pensar no teu ultimo “até amanha”…

Amo-te Nuxita

Amo-te muito
Minha flor
Oásis da minha dor

Tenho tantas saudades tuas princesa
Eclipse da minha tristeza

No mais belo jardim te encontrei
Única e esplendorosa.
Xadrez de palavras que troquei
Infinitamente com essa pessoa maravilhosa…
Tudo o que mais quero e a minha queridita,
AMO-TE NUXITA!!!!

Amor cheiroso (kkkkkkkk)

Diz-me quem és
Se cheiras mal dos pés…
Se sim não tires os sapatos
Poupa a minha vida e a dos patos,
Dos patos do jardim,
A sua vida não quer ter um fim!
Por isso fica calçada…
Calçada e apaixonada por mim.

Mas por favor,
Não quero sentir o teu fedor,
Não quero desmaiar,
Perder a capacidade de cheirar.
Por isso fica calçada…
Calçada e apaixonada por mim.

Leva os pés para longe,
Doa o cheiro a um monge.
Não quero sentir esse aroma,
Nem que estejas aqui e eu em Roma.
Por isso fica calçada…
Calçada e apaixonada por mim.

Quando te vi, fiquei logo apaixonado,
Mas olhei-te da cabeça aos pés
E quando cheguei ao fim
Senti o frenesim
E fiquei marado.
Já não sabia se estava apaixonado!
Por isso fica calçada…
Calçada e longe de mim.

Já não aguento o teu fedor
Começa a provocar-me dor.
Por isso te peço, por favor…
Fica calçada…
Calçada e longe de mim!

Deserto de pensamentos

Na poeira da minha mente árida,
Procuro uma gota de água que me faça renascer,
Um oásis perdido no meu deserto de pensamentos!
Parto em busca da luz que afaste esta escuridão…
Que ofusque de emoções e sentimentos… o meu coração!

Um enorme vazio devora-me lenta e letalmente…
Mas um pequeno sopro poderá alterar o meu destino,
Uma leve e suave contudo intensa brisa!

Sinto que estou perto do que procuro,
Sinto que a dificuldade de preencher este vazio
E bem menor aquela que a minha mente cria.
Mas sempre que quase agarro o que procuro,
Ela escapa-me por entre os dedos…
Afasta-se a medida que me aproximo.
Já não sei por quanto mais poderei aguentar esta busca…
Mas irei ate ao fim para alcançar este “destino”!!!

Hoje

Hoje…mais do que qualquer outro dia estou feliz!
Mas hoje mais do que nunca estou carente…

Hoje…uma luz que pensara para sempre apagada,
Acendeu-se de novo,
Alimentou uma esperança guardada no fundo do meu ser.
Mas nunca precisei tanto de uma carinho…de uma palavra doce.

Hoje…tal como em qualquer outro dia,
Sonhei contigo e acordei a pensar em ti.
Mas hoje mais do que nunca,
Senti a falta de te ter junto a mim…

domingo, 2 de agosto de 2009

Tudo são letras

Percorro campos celestes,
De celestial magia
Magicando mundos perfeitos
De perfeita imaginação, onde estar queria!
Quero-te encontrar minha alegria.

Crio sonhos e pensamentos
Pensando no palpitar dos momentos
Momentaneamente inspirado
Por inspiração momentânea.

Revivo emoções e sentimentos
Sentindo o bater de vários corações imensos.
Imensionando o real da imaginação.
Pois imagino todo o conteúdo da sua criação!

Junto as pontas soltas num no desatado
Desatando palavras presas num armário fechado.
Fechando a liberdade numa folha solta
Soltando ideias por uma linha vazia e longa!

Transformo tudo em palavras
Palavreando letras perdidas e achadas!!!!

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Cor

Tal como o azul e a cor do céu,
Tal como o verde e a cor da relva,
Tal como o amarelo e a cor do sol
Tu és a minha cor!
Nas minhas veias correm tinta…
Vermelha, do nosso amor e paixão.
Pincelas a minha vida de alegria e magia.
Fazes-me viver numa banda desenhada,
Onde todos os nosso sonhos se realizam.
Por favor não arranques tudo isso a diluente
Não me abandones perdido e incolor,
Num mundo sem sentido nem cor!

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Acordar para a vida

Estou cansado….
O sono aperta
Sinto o pesar das pestanas
Que tendem a fechar-se.
Cai na boa do lobo,
Mas continuo a arranjar mais lenha para me queimar.
Remo contra a maré do meu bom senso…
Pois sinto que me falta algo
Que existe um enorme vazio em mim
Que me vai “roendo por dentro”
Que e asfixia aos poucos…
Já não aguento mais!
Nunca soube ao certo o que fazer
(e continuo sem saber)
Deixei a minha vida correr ao sabor do vento
Esperei que o tempo tomasse as minhas decisões
Mas não posso simplesmente esperar que a felicidade me bata a porta.
E mesmo que isso aconteça…fecha-la a sete chaves!
A que aproveitar a vida
Pois ela são dois dias.
E não tenciono ficar de braços cruzados
A vê-los passar!
A capacidade de pouco vale sem oportunidade!!!!
Por isso vou em frente,
Vou lutar,
Vou-me atirar de cabeça no abismo.
Vou criar as minhas oportunidades
E aproveitar todas as conseguir.
Pois mais vale tentar e falhar
Do viver toda a vida frustrado
Pensando no que podia ter feito!
Vou enfrentar todas as dificuldades e obstáculos…
Vou seguir de olhos fechados e ouvidos tapados
De uma sociedade que abafa o meu grito!
Vou tentar, tentar, tentar…
E mesmo que caia…
Me erguerei do novo e voltarei a tentar!
(A sei tempo descansarei)

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Imperio de amor

Acordei…por entre a erva alta que cobria todo o meu corpo. Levantei-me, olhei em redor…vi o chão repleto de cadáveres…de corpos brutalmente mutilados. Estava no meio do cenário de uma guerra sanguinária! Sangue…sangue que escorria das minhas inúmeras feridas. Sangue…sangue marcado na espada espetada no chão a poucos metros de mim. Esse objecto que me parecia familiar…com um coração marcado na sua lamina. Dentro desse coração um nome, que fazia palpitar o meu! Queria muito saber quem ela era…mas tinha perdido a minha memória! Estava perdido, confuso, ferido…mas só queria agarrar aquela espada e seguir em frente...partir em busca daquela cuja minha espada era dedicada!
Andei horas, dias, semanas…não sei ao certo, mas tinha uma motivação vinda do coração que não me deixava parar!
Por fim encontrei um acampamento de tropas…cantavam, bebiam, comiam…pareciam estar a festejar uma vitória. Eu morrendo a fome e a sede, esperei silencia e cautelosamente pela noite…deixei que eles se embriagassem que adormecessem…E quando achei seguro, invadi o acampamento cego pela raiva e trespassei com a minha espada, todos aqueles que cruzaram o meu caminho…pelo coração da espada, escorriam incessantemente, sangue e suor! Matei a fome e a sede…apenas um coisa ficou viva. Um soldado que me parecera chorar a morte de nobres guerreiros e sabera por quem eu lutava…e me levaria ate ela! Cumpriu a sua promessa…caminhamos, caminhamos, caminhamos…ate chegar a um reino que fizera despertar em mim sensações que desconhecera…era lindo…magnífico… e no meio uma alta montanha com um poderoso castelo!
Toda a população pareça espantada ao ver-me como se me conhecessem e me julgassem morto! Fui levado ate a rainha…e foi ai, olhando nos olhos da linda…da celestial…dessa dadiva dos deuses…que comecei a recuperar a memória.
Que percebi por quem o meu coração batia … por quem tinha travado longas e duras batalhas, tentando conquistar um império! Tudo para a minha rainha, para a dona do meu coração.Um pombo chegou com uma mensagem do batedor...e recebi os parabéns, pois naquela noite, tinha morto um exército de vários milhares de soldados, com quem uma sanguinária guerra já durava a anos!
E foi graças ao amor…o maior império de sempre…conquistado graças a motivação do amor…e assim reinei junto com a minha rainha e espero continuara e reinar por muitos anos, o nosso império de amor!

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Escrevo...

Escrevo…
Porque quero escrever.
Escrevo…
Porque devo escrever.
Escrevo…
Porque tenho que escrever!
Escrevo…
Porque gosto de escrever.
Escrevo…
Doa a quem doer,
Doa o que doer.
Escrevo…
De madrugada, a tardinha ou ao anoitecer.
Escrevo…
Por ter algo a dizer.
Escrevo…
Para libertar o meu ser.
Escrevo…
Para esquecer.
Escrevo…
Para me defender…
Escrevo…
Para atacar e vencer!
Escrevo…
Para viver,
Para sobreviver,
Escrevo…
Para renascer
Escrevo…
E escreverei ate morrer!
Escrevo…
Escrevo, escrevo, escrevo…!!!!
Mas será que sou escritor!?
Ou um mero depositador de palavras…